terça-feira, 28 de maio de 2013

Sete modelos de impacto e a gestão de imagem

A edição de maio/2013 da revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios traz uma matéria completíssima e inspiradora sobre empreendedorismo com causa. Intitulada "Negócios com causa, escolha a sua", a matéria mostra uma nova geração de empreendedores que está provocando uma revolução nos negócios no Brasil e no mundo. Para esses novos empreendedores, lucro é fazer o bem.

A matéria traz 20 páginas com exemplos de negócios do bem focados em: educação; trabalho; mobilização social; saúde; serviços financeiros; sustentabilidade; e inclusão social.

Abaixo, você pode conferir sete modelos de negócios de impacto que vão desde ONGs (organizações sem fins lucrativos) até a pouco conhecida Empresa B (aquelas que possuem bom desempenho em transparência, governança, relacionamento com funcionários e impacto positivo na sociedade e no meio ambiente).

Diante desses novos modelos de negócio, como o Relações Públicas pode trabalhar a imagem das empresas, visando sair do senso comum e ao mesmo tempo não aderir a maquiagem verde? Acho que o primeiro passo é conhecer cada um desses tipos de empresa e entender como elas impactam nos seus diferentes públicos (seja positiva ou negativamente) e depois partir para uma estratégia de comunicação e relacionamento com foco na minimização dos impactos negativos, superando dilemas, e na maximização dos temas positivos, gerando confiança. Um segundo passo é a construção de uma imagem alinhada com a prática. 

A receita parece fácil, mas não é.  Por isso, é importante conhecer a fundo os dilemas e limitações de cada negócios, pois mesmo tendo boas intenções, todos geram impacto que sempre refletem na imagem das organizações. Por isso, o primeiro lema do relações públicas deve ser conhecer o negócios e os públicos a fundo, pois esta prática reduz as chances de erro pela metade. 



domingo, 26 de maio de 2013

Relatório de Sustentabilidade – as mudanças pós-conferência de Amsterdã

Na última semana (22 a 24/05), a Global Reporting Initiative (GRI) apresentou ao público, durante a sua Conferência Global em Amsterdã, as novas diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade. A G4, como o documento é chamado, propõe às empresas o desafio de relatar seu desempenho social, econômico e ambiental com foco nos temas relevantes para o negócio, adicionando um novo sentido para a materialidade.
Dando sequência ao processo iniciado com a G3.1, lançada em 2011, as Diretrizes G4 trazem diversas mudanças na estrutura dos relatórios. A principal e mais polêmica é a que declara o fim dos níveis de aplicação - que demonstravam o volume de informações e indicadores reportados por uma empresa em uma escala de A, B e C, sendo adicionado o sinal do “+” para os relatórios que passavam por processo de verificação externa.
Agora, ao invés de declarar o nível de aplicação (A, B ou C), a organização deverá informar se o relatório está “in accordance” (“de acordo” ou “em conformidade”) com o estabelecido nas diretrizes G4. Dentro desse nível, a organização ainda poderá optar por duas subdivisões: “core”, para aquelas que definiram seu conteúdo com base na matriz de materialidade, relatando o que é mais relevante para o negócio; ou “comprehensive”, para quem publicar todos os 91 indicadores. O sinal de “+” já não é mais aplicável e o que temos agora é uma coluna adicional no índice remissivo onde é indicado se a informação foi ou não auditada.
Se por um lado esta mudança permite que a empresa relate apenas os temas materiais, ou seja, aqueles que são relevantes para a companhia, por outro lado esta mudança exige que o próprio processo de materialidade seja construído de forma mais concreta e transparente, com resultados que realmente reflitam os impactos positivos e negativos da empresa. Para isso, as organizações deverão interagir efetivamente com toda a cadeia de valor e stakeholders estratégicos, bem como analisar o mercado, a legislação vigente, a mídia e a estratégia da empresa de forma mais detalhada. Orientações para realizar esse processo também constam do documento.
As mudanças nos níveis de aplicação já eram esperadas e realmente se concretizaram. No entanto, outras mudanças como a criação de um novo conjunto de indicadores que desse conta de temas polêmicos como a cadeia de suprimentos não tiveram a mesma aceitação e acabaram ficando fora do documento final. Assim como na G3.1, a G4 continua com as mesmas orientações, ou seja, para que as organizações descrevam sua cadeia, identificando impactos, práticas de compras e como se dá o monitoramento dos fornecedores e dos canais de diálogo mas sem transformá-los em um conjunto de indicadores específicos.
Outro ponto polêmico e sem uma solução adequada foi a integração das diretrizes com as demais iniciativas mundiais em sustentabilidade (ISO 26000, CDP, Pacto Global, ISE, etc.). A solução que a GRI trouxe para esta questão foi a criação de uma seção com 12 páginas que buscam mostrar a interação das diretrizes com outras iniciativas. Mas na visão dos empresários, esta não é uma solução efetiva, pois não diminui o trabalho das organizações na hora de responder a todos esses quadros.
O uso dos suplementos setoriais permanece, mas passarão por adaptações para estar em conformidade com o texto da G4, mas sem inclusão de novos indicadores. O que muda frente ao novo cenário é que, estando o relatório cada vez mais voltado para os temas relevantes, o uso dessa ferramenta deve ganhar maior consistência. Isso porque a definição de temas materiais para um negócio deverá, também, considerar os indicadores setoriais, reportando somente o que for essencial no relato dos impactos positivos e negativos de um negócio.
O lançamento da versão da G4 em português está prevista para setembro deste ano através de uma série de eventos espalhados pelo país, segundo Glaucia Terreo, líder do Ponto Focal da GRI no Brasil. As organizações terão um prazo máximo de dois anos para aderirem a G4, o equivalente a dois ciclos de relato.
Ainda não sabemos se essas modificações servirão para amadurecer os reports no Brasil ou se serão mais um obstáculo para as empresas aderirem ao movimento da transparência. Hoje somente 58% das companhias de capital aberto no Brasil publica relatório de sustentabilidade ou explica a razão por não publicar, de acordo com Sônia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BMF&BOVESPA. Sendo fácil ou não, é sólido que o movimento de reportar o desempenho econômico, social e ambiental é um processo ininterrupto e irreversível e que as organizações que não aderirem a ele estarão passando um recado importante (e negativo) para seus acionistas, clientes, fornecedores e sociedade.

Vanessa Cabral Gomes – Relações Públicas especialista em desenvolvimento sustentável e diretora de sustentabilidade da Trio Comunicação.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Imperdível


Promoção
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Descrição
"Vai dar tempo de fazer menos? É possível um capitalismo capaz de levar o mundo em conta? Ricardo Abramovay organiza a discussão e as informações sobre desenvolvimento sustentável no mundo contemporâneo para mostrar que, com o nível de desigualdade das sociedades e seu atual ritmo de crescimento, a economia verde não conseguirá compatibilizar seu tamanho com os limites dos ecossistemas. “Muito Além da Economia Verde” aponta para uma nova economia em que a cooperação social e o esforço por preservar e regenerar serviços naturais dos quais dependemos tornam-se decisivos."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O que um indicador pode dizer sobre a felicidade?

Indicadores são instrumentos que nos permitem medir o desempenho de nossas ações de forma estruturada. São uma ótima maneira de gerir e metrificar as ações, dando retorno palpável para nossos públicos. Eles visam a transparência, mas acima de tudo a melhoria contínua, uma vez que são medidos de tempos em tempos e podem ser fonte de informação e de histórico de evolução.

No entanto, os indicadores utilizados hoje em dia para medir a riqueza das nações e o seu desenvolvimento humano, como o PIB e o IDH, não são satisfatórios em termos de sustentabilidade. 

O PIB - Produto Interno Bruto, representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região, durante um período determinado. Ele não pode ser considerado um indicador de desenvolvimento, nem mesmo quando considera o PIB per capta. Na verdade ele é um indicador de crescimento. Um dos grandes problemas do PIB é que ele não considera em seu calculo a depleção de recursos naturais (uma das maiores riquezas do Brasil, diga-se de passagem), nem tampouco as pessoas.

Já o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, é considerado uma alternativa ao PIB como indicador de desenvolvimento. Mas na verdade, não ele não chega a ser tão abrangente. Ele mede as realizações médias de uma localidade em 3 dimensões: vida longa e saudável, acesso ao conhecimento; e padrão de vida digno. Mas, assim como o PIB, ele não inclui a variável ambiental.

Os dois indicadores carecem de dados mais abrangentes e não estão diretamente vinculados. A prova disso é que, embora o Brasil seja considerado a 7ª economia do mundo, segundo os dados de 2011 do FMI, ele é a 84ª nação no Ranking do IDH Global de 2011, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano Global 2011. Ou seja, desenvolvimento econômico não é sinônimo de desenvolvimento humano, bem estar social, educação de qualidade e acesso da população aos direitos mais básicos.

Mas qual seria a alternativa para estes indicadores? Você já ouviu falar no FIB - Felicidade Interna Bruta? O FIB é baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, cultural e o espiritual – sempre em harmonia com a Terra. A metodologia de medição leva em consideração nove princípios: bem estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida. Ele surgiu no Butão, país budista, mas já foi adotado por países como Tailândia, Canadá, e Austrâlia. No Brasil o FIB foi aplicado nas cidades de Campinas, Angatuba, e Itapetininga, no estado de São Paulo, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, e no núcleo rural Rajadinha, Brasília/DF.

Conheça um pouco mais sobre os nove princípios do FIB.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

1º Congresso Internacional de Inovação e Sustentabilidade





29 e 30 Agosto de 2013
Local: São Paulo











Público Alvo

Docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, Formuladores de políticas públicas e de fomento à pesquisa, Profissionais de pesquisa e desenvolvimento, Profissionais de Sustentabilidade,Fabricantes de materiais, componentes e equipamentos, Entidades profissionais, empresariais, governamentais, ONGs,Agentes financeiros,Profissionais de marketing e de mídia.
Chamada para artigos científicos

Primeira chamada para resumos estendidos:
1ª Chamada - 15 de janeiro de 2013
Os resumos deverão conter no máximo 500 palavras e incluir os itens que se seguem (1) Nome Completo, Grau Acadêmico ou Título Profissional, (2) Nome da Instituição; (3) Título do Resumo; (4) Endereço (s) e E-mail do autor e co-autores;

Temas: 
Certificações 
Comunicação, Cultura e Sustentabilidade 
Construção Sustentável, Cidades Sustentáveis
Consumo Sustentável
Ecopolitica
Educação e Ensino a Distância
Empreendedorismo
Governança Corporativa
Inovações e Tecnologias Sustentáveis
Práticas e Processos Organizacionais
Responsabilidade Social 
Saúde e Meio ambiente e Desenvolvimento Urbano

Informações: contato@conversaustentavel.com.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Curso Comunicação e Sustentabilidade



Tem como objetivo sensibilizar e aprofundar a relação que existe entre a comunicação e a sustentabilidade, tratando o tema de maneira transversal e colocando o comunicador como protagonista desse movimento. Qual o papel da comunicação no movimento da Sustentabilidade? Como transformar a sustentabilidade num valor intangível para as organizações? Como o movimento da sustentabilidade vem mudando a forma como entendemos e fazemos comunicação?

Público-alvo

Alunos do curso de comunicação.

Identificação

  • Dias: 23 de fevereiro e 02 de março de 2013.
  • Horário: Sábados, das 9h às 12h e das 13h às 17h.
  • Carga horária: 14h
  • Inscrição: até o dia 23/02
  • Local: Feevale
  • Certificado: Para a certificação, mínimo de 75% de frequência.








Clique aqui para se inscrever.

domingo, 13 de janeiro de 2013

A economia verde no contexto da comunicação empresarial


Diz-se Economia Verde a vertente econômica que busca minimizar os impacto das atividades do homem no meio ambiente e na sociedade. É chamada de verde para se diferenciar da atual economia marrom, onde o avanço de empresas e governos implica em um alto custo para a natureza e a qualidade de vida do homem.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a Economia Verde é aquela que resulta em melhoria do bem-estar humano e da equidade social ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica. É uma economia de baixo carbono, com uso eficiente dos recursos e inclusão social.

A transição da economia atual para a verde não prevê impedir o desenvolvimento de tecnologias ou que o ser humano volte a viver na idade da pedra (mas isso certamente irá acontecer se não migrarmos para um modelo de economia mais sustentável que contabilize os custos socioambientais). O objetivo é garantir que o crescimento da renda e dos empregos seja conduzido por investimentos públicos e privados que reduzam as emissões de carbono e a poluição, aumentando a eficiência do uso dos recursos e da energia e evitando a perda da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. 

As empresas e o governo têm papel fundamental nesta transição, pois muitos dos impactos são de sua responsabilidade. O indivíduo por si só, apesar dos esforços, não conseguirá promover esta mudança. Por isso, cabe aos órgãos governamentais e aos empresários o papel de agentes de transformação.

Primeiramente, é importante que as organizações entendam qual a sua cota de responsabilidade e como ela pode atuar no sentido de minimizá-la ou mitigá-la. Após obter essa compreensão, é preciso verificar quais serão os benefícios de migrar, de uma economia poluidora e socialmente injusta, para uma economia verde. Para isso, vale realizar um estudo de impacto socioambiental que será a fonte de informação para a construção de uma política de desenvolvimento sustentável para a organização.

No campo da Comunicação Empresarial algumas políticas públicas, recentemente lançadas pelo Governo Federal, prometem mudar o perfil dos projetos de comunicação, tanto interna quanto externamente, criando um novo paradigma comunicacional. A Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, por exemplo, coloca as agências de comunicação num papel de estrategistas, uma vez que a responsabilidade pelos resíduos gerados passa a ser de toda a cadeia de produção. Visto isso, uma campanha publicitária precisa ser concebida de forma a gerar menos resíduos e que, os resíduos gerados, sejam facilmente descartados. Um novo mercado de produtos com design inteligente, embalagens reaproveitáveis, que utilizam menos matéria prima, também estão no centro da PNRS. Pois, quando menos resíduos para gerir, menos custos as empresas terão com o descarte. O desenvolvimento comunitário também passará a ser tratado como estratégico pelas empresas e este tema desemboca diretamente na área de comunicação corporativa. Influenciar e educar os públicos, principalmente o interno, a adotarem posturas voltadas para o bem comum passarão, em breve, de projetos opcionais para obrigações legais. E esses são apenas alguns exemplos.

No sentido de se adequar a essa realidade, cada vez mais comum e internacionalmente cobrada pela opinião pública, as empresas precisam voltar o seu olhar para a sustentabilidade com vistas a tornarem a economia verde um padrão. O importante é perceber que investir na transição para a economia verde pode garantir lucro para as empresas.

Nosso papel enquanto estrategistas de comunicação é conhecer nossos clientes e os seus principais impactos para atuar proativamente, naquilo que nos cabe. Por isso, é importante entender sobre sustentabilidade. Minha dica é: conheça o produto/serviço do seu cliente, mas também a sua cadeia de valor, seus principais públicos de influência e de impacto. Entenda a realidade do setor, seus desafios e oportunidades em sustentabilidade. Este entendimento mais profundo, pode lhe render uma ideia inteligente e sustentável, com baixo custo de implementação e de gerenciamento dos impactos. As empresas já estão começando a colocar esses custos na ponta do lápis e isto passará a ser cobrado dos fornecedores de comunicação. Você não acha interessante se antecipar?

O relatório "Rumo a uma Economia Verde", do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), apresenta dez setores prioritários para investimento em práticas sustentáveis, sem inibir o progresso econômico:


1. Construção Civil: Um terço da energia utilizada no mundo é gasta dentro de prédios, e o setor de edificações é o que mais emite gases no planeta. O setor de construção civil é responsável por mais de um terço do consumo de recursos, incluindo 12% do consumo de água potável. A saída é optar por construções mais inteligentes, que utilizem de forma mais eficaz os recursos naturais para melhoria na iluminação, aquecimento e resfriamento de ambientes, bem como a implantação de sistemas mais eficientes de  utilização da água. O relatório GEI considera necessários investimentos de 300 bilhões de dólares por ano até 2050 no setor. 
2. Florestas: Os níveis de desmatamento atuais são alarmantes: 13 milhões de hectares por ano. Plantações de grãos e pasto avançam sobre a vegetação nativa. Os investimentos necessários para o setor são da ordem de 40 bilhões de dólares anuais até 2050 em reflorestamento e proteção de florestas. E economia verde, nesse setor, visa a garantir o sustento de 1 bilhão de pessoas no mundo, a conservação da água e a proteção de 50% das espécies terrestres. Produtos da floresta ganham em valor por serem renováveis, recicláveis e biodegradáveis.
3. Água: Quase 1 bilhão de pessoas no mundo não tem acesso a água limpa e potável. Para 2,6 bilhões não existe saneamento básico. Nesse quadro, 1,4 milhão de crianças abaixo de cinco anos morrem todos os anos por doenças causadas por falta de higiene e água. Se não houver melhoria, a demanda vai superar a oferta de água em 40% nos próximos 20 anos. Se os investimentos permanecerem os mesmos, a meta do milênio para o saneamento vai deixar de ser atendida para 1 bilhão de pessoas. A ONU recomenda investimentos de 198 bilhões de dólares por ano em infraestrutura nas próximas quatro décadas. 
4. Turismo: Natureza atrai turistas. Poluição não atrai ninguém. Manter o patrimônio natural garante aos países, estados e cidades participação em um mercado que move 5% do PIB mundial e emprega 8% da população. Mas o fluxo de turistas atualmente é ‘marrom’: responde por 5% das emissões de gases poluentes no mundo. O relatório da ONU estima que um terço dos viajantes estariam dispostos a pagar até 40% a mais por formas de turismo ecologicamente corretas. 
5. Agricultura: O mundo produz mais comida do que precisam os 7 bilhões de habitantes do planeta. Mas a má distribuição da economia marrom faz com que 1 bilhão ainda passe fome, principalmente na África subsaariana. A tendência atual é de agravamento do problema. A produção de alimentos não vai suplantar o crescimento da classe média. Segundo o relatório da ONU, a transição para uma agricultura verde requer investimentos de 198 bilhões de dólares anuais até 2050. 
6. Gerenciamento de Lixo: O mundo marrom do lixo é bem conhecido. Todo o ano são produzidos 11,2 bilhões de toneladas de lixo no mundo, que geram 5% das emissões de carbono. Com investimento de 152 bilhões de dólares em quarenta anos na coleta de lixo e reciclagem, haverá 10% a mais de geração de empregos do que na economia de hoje. O mercado do lixo em uma economia verde está avaliado em 410 bilhões de dólares/ano, um dos mais atraentes do planeta. A geração de energia a partir dos resíduos é estimado em 19,9 bilhões de dólares. 
7. Energia Renovável: A temperatura global vai aumentar em mais de 2 graus devido à emissão de poluentes. Com a matriz energética atual, 1,4 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a eletricidade e 2,7 bilhões dependem de madeira para cozinhar. Os combustíveis fósseis poluem, geram doenças e aumentam a acidez dos oceanos. A ONU sugere investimento de 650 bilhões de dólares nos próximos 40 anos em geração de energia proveniente de fontes renováveis. A produção e utilização do etanol no Brasil é vista como um bom exemplo de utilização de energia renovável.
8. Pesca: O setor responsável por lucros de 8 bilhões de dólares anuais para as empresas pesqueiras que empregam 170 milhões de pessoas no mundo está em declínio. A indústria pesqueira tem deixado de movimentar 26 bilhões por ano, o que exige 27 bilhões em subsídios ao setor. Isso gera pesca em excesso e a degradação dos estoques de peixes. A economia verde propõe um único investimento de 100 a 300 bilhões de dólares para o setor reduzir os excessos. 
9. Indústria: As indústrias respondem por 35% do uso de energia elétrica no mundo, por 20% das emissões de CO2 e por mais de um quarto da extração de recursos primários. Também contribuem para 17% da poluição do ar relacionada a problemas de saúde, que custam até 5% do PIB mundial. Entre as medidas para diminuir esse impacto, o relatório sugere aumento de 10% na vida útil de cada produto. O mercado de produtos reutilizáveis compensaria a perda de empregos no setor. Um sistema de taxas de carbono e regulamentação confiável são essenciais para assegurar que o setor acrescente os custos ambientais no cálculo de seus preços. 
10. Transporte: O carro, o ônibus, o caminhão e as motos são os grandes vilões da economia marrom. Consomem mais da metade dos combustíveis fósseis no mundo, são responsáveis por um quarto das emissões de CO2, causam 80% da poluição do ar em cidades de países em desenvolvimento e causam a morte de 1,27 milhão de pessoas a cada ano em acidentes. O custo médio é de 10% do PIB de cada nação. Nos cenários testados pelo relatório, um investimento de 0,34% do PIB mundial em infraestrutura de transporte público e aumento da eficiência dos veículos a motor pode reduzir as emissões em 70%, diminuir o tempo gasto em viagens e reduzir o uso de combustível em um terço. 

Não perca tempo, procure se atualizar e estar a frente desta mudança. Certamente você dará um salto qualitativo enquanto pessoa e profissional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Risco Socioambiental e Gestão de Crise

Um dos primeiros passos para o monitoramento de crises é a gestão dos riscos. As empresas mais estruturadas, já possuem gestão dos riscos financeiros, de mercado, operacional, entre outros, mas ainda não conseguem fazer um gerenciamento adequado dos riscos socioambientais - potenciais danos que uma atividade econômica pode causar à sociedade e ao meio ambiente. Isso ocorre, pois fazer o mapeamento destes riscos envolve, muitas vezes, a cadeia de valor.

Casos como o da Loja Marisa, Zara, Pernambucanas, Gregory, Collins e C&A, acusadas nos últimos anos, pelo Ministério Público, por promoção de trabalho análogo ao escravo, são típicos casos de gestão de risco envolvendo a cadeia de valor. 

O Banco Itaú, além de gerir questões administrativas, financeiras e de governança, também avalia as práticas das empresas com as quais se relaciona em quesitos como: direitos humanos, condições dignas de trabalho e impactos ambientais. Esses são alguns exemplos de riscos socioambientais que devem ser mapeados e monitorados.

Empresas com boas práticas de gestão socioambiental representam menos riscos para a sociedade, além de ser um quesito chave para a promoção da sustentabilidade na cadeia de valor. Ao agregar critérios socioambientais em seus processos de avaliação de risco, a empresa está se comprometendo a entregar o melhor para seus clientes e para a sociedade. Esse também é um fator importante para elevar o grau de transparência da empresa. O passivo de não gerenciar esses riscos pode incluir, além do custos para  recuperar o que foi degradado, uma séria crise de imagem.

Por isso, é importante perceber que o gerenciamento de risco socioambiental têm ligação com gestão da cadeia de valor e perpassa, muitas vezes, a gestão do relacionamento com essa cadeia. Cabe ao relações públicas estar preparado para auxiliar as empresas na construção de boas práticas na elaboração de um plano de mapeamento, monitoramento e gerenciamento de riscos socioambientais, através de um relacionamento franco e transparente com os envolvidos. 

No vídeo abaixo, Gisele Lorenzetti, Presidente da ABRACOM, fala sobre os passos para gerenciar uma crise, os desafios e ferramentas para monitorar ameaças e preservar a imagem da companhia. Vale a pena!


domingo, 6 de janeiro de 2013

Ticket de Espera

Vivenciar, esta é uma maneira inteligente de fazer as pessoas compreenderem uma situação. Através da vivência o indivíduo sai da sua zona de conforto passando a enxergar situações por ângulos nunca antes percebidos.

A Campanha Ticket de Espera realizada pela agência Y&R Brasil para a Casa de Misericórdia de São Paulo é um exemplo: os clientes de um estabelecimento comercial são forçados a ver a questão da doação de órgão como uma pessoa que está na fila de espera. Proposta dramática, mas muito eficiente.



Você sabia que para ser um doador não é preciso deixar um documento por escrito? Cabe aos familiares autorizar a retirada dos órgãos, após a constatação da morte encefálica. Por isso, mais do que se preocupar em registrar a sua vontade, é importante que as pessoas do seu convívio tenham conhecimento do seu desejo de ser doador.

Saiba mais sobre doação de órgãos no site do Governo Federal.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Start 2012 - Evento Sustentável

Confira o que rolou no Start 2012 - Como empreender de forma sustentável. Evento promovido pela Net Impact Porto Alegre foi o primeiro a ser realizado no Rio Grande do Sul de acordo com a ISO 20121:2012.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Índice de Sustentabilidade Empresarial e a Comunicação


O ISE – Índice de Sustentabilidade da BM&FBovespa é composto por empresas que se detacam em sustentabilidade a longo prazo. Ele tem como objetivo ser referência do desempenho das ações de empresas de capital aberto, estimular boas práticas, ser replicável e ser percebido como fonte de informações com credibilidade. 

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBovespa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Também amplia o entendimento sobre empresas e grupos comprometidos com a sustentabilidade, diferenciando-os em termos de qualidade, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável, equidade, transparência e prestação de contas, natureza do produto, além do desempenho empresarial nas dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas. 

Sendo a resposta dos questionários um processo que envolve toda a organização, é imprescindível que a área de comunicação interna esteja por dentro deste processo, entendendo a sua importância, para que possa desenvolver tanto uma comunicação eficaz quanto participar do processo de engajamento interno. 

Comunicação coportativa também precisa estar alinhada com os objetivos estratégicos da organização em compor a carteira do ISE, para assim poder fazer uma comunicação coerente. Assim como os Relatórios de Sustentabilidade, estes questionários também são grande fonte de informação sobre a sustentabilidade da empresa e podem contribuir para o processo de transparência. Se bem entendidas e trabalhadas, o ISE é uma ótima ferramenta para melhoria da gestão em sustentabilidade, bem como fonte de informações relevantes para trabalhar a comunicação estratégica com todos os stakeholders. 

Conheça a Carteira 2012 que acaba de ser divulgada e veja a resposta de algumas empresas no site do ISE.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dilemas em sustentabilidade e os impactos na tomada de decisão


São muitos os fatores que levam os executivos de uma grande empresa a decidirem por um caminho ou outro, mas invariavelmente o custo benefício sempre está envolvido. Outros fatores que podem influenciar nas decisões são: conhecimento e entendimento sobre o tema em pauta, qualidade da informação recebida, percepções pessoais, interesses de longo prazo, entre outros. 

Visto que a sustentabilidade é, ao mesmo tempo, um tema recente no mundo empresarial, pouco entendível pelos executivos, com grande dificuldade de mensuração de resultados a curto prazo e que engloba diversas frentes e múltiplos stakeholders, os profissionais que atuam nesta área precisam ter um elevado conhecimento sobre as técnicas de negociação, pois o conflito está no cerne de todas os projetos. 

São 4 os dilemas que cercam a tomada de decisões em sustentabilidade: 

1. Segundo a heurística da disponibilidade, a avaliação que um indivíduo faz sobre determinado assunto é baseada nas informações que este guarda em sua memória. Neste caso, assuntos frequentes e mais recentes são lembrados de maneira mais representativa e imediata. Como sabemos, o tema sustentabilidade não é facilmente compreendido pelos profissionais que não atuam diretamente na área, incluindo os executivos tomadores de decisão. Por isso, é primordial estabelecer conexões que façam com que esses executivos internalizem os conceitos de forma ampla (pelo viés econômico, social, cultural e ambiental) e façam o vínculo com o negócio. 
2. Segundo a teoria da perspectiva, o tomador de decisão tende a dar mais importância para as possibilidades de perda do que aos ganhos que um projeto pode proporcionar. Por isso, a sustentabilidade precisa ser vista como área estratégica dentro das empresas, caso contrário torna-se impossível elevar o nível dos projetos, vinculando as ações com o negócio e envolvendo as áreas de maior relevância e rentabilidade para as organizações, ou seja, aquelas que geram lucro. Se isso não ocorrer, a área de sustentabilidade ficará restrita a projetos paliativos, dissociados do negócio e com pouco valor para a empresa. 
3. Justamente pelo fato da sustentabilidade envolver diversas frentes (econômica, social, cultural e ambiental) e estar relacionada com stakeholders estratégicos (público interno, investidores, clientes, comunidade, entre outros), com necessidades e objetivos diferentes frente a empresa, o processo de decisão tenderá sempre para o lado que tiver o melhor custo benefício, que normalmente passa pelo viés do lucro. 
4. A racionalidade do processo decisório também é um dilema em sustentabilidade. De acordo com Herbert Simon: “1. Cada julgamento pessoal é delimitado em sua racionalidade; 2. As pessoas tentam tomar decisões racionais, mas, muitas vezes, não o fazem devido as suas limitações cognitivas e pela assimetria da informação; e 3. A maioria das pessoas é apenas parcialmente racional, e que é, de fato, emocional-irracional no restante de suas ações”. A racionalidade em uma empresa está centrada no lucro. Por isso, é importante se cercar de métricas que demonstrem o quanto o investimento em sustentabilidade não só garante rentabilidade como também diminui custos desnecessários. 

Por todos esses dilemas, é importante que os projetos em sustentabilidade sejam finamente estruturados e recheados de argumentos que levem o tomador de decisão a perceber mais ganhos do que perdas. Avaliações de impactos financeiros que incluam a perspectiva socioambiental, retornos previstos, riscos da não realização, entre outros, são pontos fundamentais a serem levantados e disponibilizados para o tomador de decisão. 

As etapas de preparação e criação de valor para a tomada de decisão são de grande importância quando tratamos de sustentabilidade. Buscar argumentos voltados para o negócio, que abonem a proposta e gerem valor para a tomada de decisão, envolve um trabalho minucioso. Suposições errôneas, argumentos mal estruturados, dados pouco confiáveis e valores irreais na proposta de orçamentos, são itens que podem levar a não aprovação de um projeto. Por isso, é preciso: 
  • Garantir a interdisciplinaridade na condução das ações, de forma que todas as áreas enxerguem o seu papel no processo de sustentabilidade empresarial, aumentando a visibilidade e importância das ações perante o público interno;
  • Gerar informações consistentes, com real valor para o executivo, e de forma constante. Para que ele seja sucessivamente exposto aos conceitos que ainda não compreende de maneira integral.
  • Desenvolver mecanismos para auferir valor real (monetário) as ações de sustentabilidade e que estejam atrelados ao negócio da empresa.
  • Definir o que é negociável e o que é imprescindível para o sucesso do projeto;
Ferramentas e metodologias para a tomada de decisão podem facilitar o processo. O uso de softwares que armazenem indicadores para a comparação de dados relevantes ou que ofereçam informações detalhadas sobre determinados públicos são essenciais. Metodologias de engajamento de stakeholders, também podem ajudar a antever situações e são fonte de informação confiáveis e detalhadas sobre as necessidades dos públicos prioritários. Todos esses mecanismos facilitam a construção de uma rotina para munir os executivos com com informações relevantes para a tomada de decisão, gerando credibilidade e inserindo a área na estratégia do negócio. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Guia Exame de Sustentabilidade 2012

O Guia Exame de Sustentabilidade é uma publicação anual, que destaca as empresas modelo em responsabilidade social corporativa – trata-se do maior e mais respeitado levantamento sobre o tema feito no Brasil.

A publicação já está em sua 13º edição e qualquer empresa pode participar do processo de seleção, seja ela privada ou pública, de capital aberto ou fechado, grande, média ou pequena.

Para participar basta se inscrever gratuitamente e preencher um questionário dentro do prazo estabelecido. O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVCes), é o responsável pelos questionários que são divididos em quatro partes, somando cerca de 140 perguntas. A primeira aborda questões sobre compromisso, transparência e governança corporativa. As demais tratam das dimensões econômico-financeira, social e ambiental.

Todas as empresas participantes recebem um relatório com as notas apresentadas por dimensão, critérios e indicadores, assim como as médias de todo o universo pesquisado. Assim como o Relatório de Sustentabilidade, o ISE e os Indicadores Ethos, é uma ótima ferramenta para avaliar a estratégia de sustentabilidade da sua companhia, definir melhorias e correções de rumo.

Conheça as 21 empresas brasileiras que são exemplo de responsabilidade socioambiental, segundo a nova edição do Guia EXAME de Sustentabilidade. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Toda ideia sustentável tem o seu Start

A Net Impact Porto Alegre, organização cuja missão é inspirar e educar indivíduos, usando o conhecimento dos negócios para criar um mundo justo e sustentável, dá exemplo na gestão de eventos sustentáveis. O título da postagem é o slogan utilizado para definir um dos mais bem conceituados eventos sobre sustentabilidade do Rio Grande do Sul, o Start.

Em agosto participei de uma reunião da Net Impact Porto Alegre onde me foi apresentado uma proposta interessante, produzir o Start 2012 não apenas usando a temática sustentabilidade mas fazendo com que ele também fosse sustentável. Com o recente lançamento da ISO 20121, que trata da gestão sustentável de eventos, o grupo se sentiu desafiado, mas ao mesmo tempo comprou a briga. 

Com o apoio da Casa Mundo Brasil o desafio foi colocado em prática e o Start 2012, cujo tema era “Como empreender de forma sustentável”, se tornou o primeiro evento realizado no Rio Grande do Sul de acordo com as recomendações da ISO 20121:2012. 

O objetivo do Start era mostrar aos jovens (e aos jovens de espírito) que pequenas ideias são capazes de mudar o mundo. Ações inovadoras, lucrativas, que geram bem estar social e consciência ambiental foram a base para a escolha dos convidados: 
  • Zumbi de Cubatão – Líder comunitário, fundador e presidente da ONG “Cubatão de Bem com o Mangue”;
  • Lito Rodriguez – Publicitário e sócio-fundador da DryWash – pioneira mundial em lavagem de veículos a seco;
  • Marcio Jappe – Administrador, atua como consultor em gestão, estratégia e sustentabilidade;
  • Cid Alledi (mediador) – Professor de Ética nos Negócios, Responsabilidade Social e Sustentabilidade na UFRJ, UNICAMP e UniEthos e sócio da Núcleo Ético. 
A ideia não era conhecer mais um case empresarial de sucesso. Mas sim discutir o empreendedorismo sustentável através de diálogos francos, num bate papo entre palestrantes e o público, sobre histórias inspiradoras e com muita sensibilidade e emoção. E foi justamente isso o que aconteceu no dia 08 de novembro, no Nós Coworking. 

Pensando sobre todo o processo de concepção do evento posso dizer que o Start foi uma grande experiência de co-criação, onde a sustentabilidade foi tratada de uma maneira inteligível e competente. Foi um evento para provar que unir criatividade, ideias novas, vontade e pessoas idealistas não é utopia e que o resultado pode ser extraordinário. Sempre acreditei na construção colaborativa e em de resultados de duplo valor. O Start me proporcionou colocar minhas crenças em prática. 

Veja abaixo quais foram as ações que elevaram o nível do Start e deram um exemplo de evento sustentável:


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Política Nacional de Mobilidade Urbana

A lei estabelece que municípios com população acima de 20 mil habitantes desenvolvam seu plano de mobilidade em até três anos. Caso não o façam, as cidades estão sujeitas a não receber mais verba da União para a mobilidade urbana. “A questão da mobilidade é uma das principais agendas que temos no ministério, em virtude exatamente da grande problemática que é as pessoas terem uma mobilidade com segurança, conforto e rapidez. Esse é o grande desafio que temos de vencer, principalmente nas regiões metropolitanas”, explica o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, à EBC. De acordo com o ministro, serão investidos R$ 32 bilhões na área nos próximos três anos, a partir de uma série de ações que devem ser anunciadas pela presidente Dilma Rousseff.

Principais pontos da Política Nacional de Mobilidade Urbana:
  • Prioridade dos modos de transporte não motorizados e dos serviços públicos coletivos sobre o transporte individual motorizado;
  • Restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados;
  • Estabelecimento de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle;
  • Possibilidade de cobrança pela utilização da infraestrutura urbana, para desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade. A receita deverá ser aplicada exclusivamente em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público;
  • Dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas ao transporte público coletivo e a modos de transporte não motorizados;
  • É direito dos usuários participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana.

Responsabilidade de todos

Como o próprio texto da nova lei ressalta, a responsabilidade de cobrar ações do governo para transformar a PNMU em realidade é da sociedade civil. Por isso, é fundamental que a população se organize junto a organizações civis por meio de documentos formais, que exijam o cumprimento da lei que vai melhorar mobilidade urbana das cidades brasileiras.

Um dos eixos centrais do documento é a questão do transporte. O capítulo “Melhor mobilidade, menos tráfego” apresenta uma série de critérios que devem ser levados em conta para servir melhor a população. Os critérios de avaliação levam em conta desde a porcentagem de corredores exclusivos para os ônibus sobre o total de km de ruas da cidade, até o número de ciclovias e ações de prevenção a acidentes no trânsito.

Conheça o texto da lei na íntegra.

Fontes: Rede Brasil Atual e Agência Brasil

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Normas do CONAR

Você sabe o que é greenwashing ou maquiagem verde? Trata-se do uso de adjetivos como “eco”, “verde”, “amigo do meio ambiente”, “preserva a natureza”, “sustentável” e mais uma série de palavras usadas para fazer um produto, serviço ou organização parecer sustentável sem ser de fato. O Conar – Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária, atento a estas ações (que são cada vez mais comuns no mercado), tornou-se um parceiro importante na luta por uma publicidade mais verdadeira ao incluir em seu código normas para campanhas que tenham apelo vinculado à sustentabilidade. 

Lançadas em 2011, as regras possibilitam que os profissionais tenham elementos concretos para desenhar suas campanhas, atendendo a padrões internacionalmente aceitos, como também permitem que os consumidores tenham uma base mais concreta para questionar campanhas que tentem vender produtos ou serviços que se dizem sustentáveis. 

A ideia é reduzir o uso do termo sustentabilidade na publicidade, evitando a sua banalização e a confusão dos consumidores a respeito do tema. Campanhas que induzam o desrespeito ao meio ambiente ou que se baseiem em menções genéricas vagas ou absolutas, não são mais permitidas. Tudo o que for divulgado deve ser passível de verificação e comparação. 

Veja abaixo artigo 36 e anexo U do código brasileiro de autorregulação publicitária do CONAR e saiba o que você deve fazer ou evitar ao desenvolver uma campanha. 

Artigo 36
A publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem: 
  • a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais; 
  • a poluição do meio ambiente urbano; 
  • a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais; 
  • a poluição visual dos campos e das cidades; 
  • a poluição sonora; 
  • o desperdício de recursos naturais. 
Parágrafo único
Considerando a crescente utilização de informações e indicativos ambientais na publicidade institucional e de produtos e serviços, serão atendidos os seguintes princípios:
veracidade – as informações ambientais devem ser verdadeiras e passíveis de verificação e comprovação;
exatidão – as informações ambientais devem ser exatas e precisas, não cabendo informações genéricas e vagas;
pertinência – as informações ambientais veiculadas devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados;
relevância – o benefício ambiental salientado deverá ser significativo em termos do impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte. 

É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários. 

O CONAR encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável. 

REGRA GERAL

(1) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade da Responsabilidade Socioambiental e da Sustentabilidade” toda a publicidade que comunica práticas responsáveis e sustentáveis de empresas, suas marcas, produtos e serviços. 

(2) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade para a Responsabilidade Socioambiental e para a Sustentabilidade” toda publicidade que orienta e incentiva a sociedade, a partir de exemplos de práticas responsáveis e sustentáveis de instituições, empresas, suas marcas, produtos e serviços. 

(3) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade de Marketing relacionado a Causas” aquela que comunica a legítima associação de instituições, empresas e/ou marcas, produtos e serviços com causas socioambientais, de iniciativa pública ou particular, e realizada com o propósito de produzir resultados relevantes, perceptíveis e comprováveis, tanto para o Anunciante como também para a causa socioambiental apoiada. 

Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade submetida a este Anexo deverá refletir a responsabilidade do anunciante para com o meio ambiente e a sustentabilidade e levará em conta os seguintes princípios: 

1. CONCRETUDE
As alegações de benefícios socioambientais deverão corresponder a práticas concretas adotadas, evitando-se conceitos vagos que ensejem acepções equivocadas ou mais abrangentes do que as condutas apregoadas. 

A publicidade de condutas sustentáveis e ambientais deve ser antecedida pela efetiva adoção ou formalização de tal postura por parte da empresa ou instituição. Caso a publicidade apregoe ação futura, é indispensável revelar tal condição de expectativa de ato não concretizado no momento da veiculação do anúncio. 

2. VERACIDADE
As informações e alegações veiculadas deverão ser verdadeiras, passíveis de verificação e de comprovação, estimulando-se a disponibilização de informações mais detalhadas sobre as práticas apregoadas por meio de outras fontes e materiais, tais como websites, SACs (Seviços de Atendimento ao Consumidor), etc. 

3. EXATIDÃO E CLAREZA
As informações veiculadas deverão ser exatas e precisas, expressas de forma clara e em linguagem compreensível, não ensejando interpretações equivocadas ou falsas conclusões. 

4. COMPROVAÇÃO E FONTES 
Os responsáveis pelo anúncio de que trata este Anexo deverão dispor de dados comprobatórios e de fontes externas que endossem, senão mesmo se responsabilizem pelas informações socioambientais comunicadas. 

5. PERTINÊNCIA 
É aconselhável que as informações socioambientais tenham relação lógica com a área de atuação das empresas, e/ou com suas marcas, produtos e serviços, em seu setor de negócios e mercado. Não serão considerados pertinentes apelos que divulguem como benefício socioambiental o mero cumprimento de disposições legais e regulamentares a que o Anunciante se encontra obrigado. 

6. RELEVÂNCIA
Os benefícios socioambientais comunicados deverão ser significativos em termos do impacto global que as empresas, suas marcas, produtos e serviços exercem sobre a sociedade e o meio ambiente - em todo seu processo e ciclo, desde a produção e comercialização, até o uso e descarte. 

7. ABSOLUTO
Tendo em vista que não existem compensações plenas, que anulem os impactos socioambientais produzidos pelas empresas, a publicidade não comunicará promessas ou vantagens absolutas ou de superioridade imbatível. As ações de responsabilidade socioambiental não serão comunicadas como evidência suficiente da sustentabilidade geral da empresa, suas marcas, produtos e serviços. 

8. MARKETING RELACIONADO A CAUSAS
A publicidade explicitará claramente a(s) causa(s) e entidade(s) oficial(is) ou do terceiro setor envolvido(s) na parceria com as empresas, suas marcas, produtos e serviços. 

O anúncio não poderá aludir a causas, movimentos, indicadores de desempenho nem se apropriar do prestígio e credibilidade de instituição a menos que o faça de maneira autorizada. 

As ações socioambientais e de sustentabilidade objeto da publicidade não eximem anunciante, agência e veículo do cumprimento das demais normas éticas dispostas neste Código. 

Para mais informações, acesse o site do Conar. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Uma marca por uma causa


Se a palavra do século XIX foi industrialização e a do século XX foi tecnologia, o século XXI tem como ícone a palavra conexão. Hoje pessoas não se relacionam, elas se conectam. No mundo dos negócios essa conexão pode ser percebida quando analisamos os vínculos atuais entre as empresas e seus públicos. Hoje as empresas estão trocando experiências, informações e, em alguns casos, até conhecimento com seus colaboradores, clientes/consumidores, comunidade, investidores... A relação unilateral cedeu lugar para uma relação bilateral e até mesmo multilateral.

A adesão das empresas às redes sociais, onde suas marcas ficam expostas às críticas e elogios dos mais variados públicos, é um exemplo prático dessa mudança nas relações. O consumidor nunca pode, em nenhum outro momento da história capitalista, opinar tanto sobre os produtos e serviços oferecidos pelas empresas, fazendo exigências, incentivando ou até mesmo sendo os responsáveis diretos pela adoção de novas práticas.

Com a sociedade civil não poderia ser diferente. Hoje marcas se conectam a causas e empresas a organizações sociais de forma estratégica. Essa conexão garante não apenas um impacto positivo na sua reputação, mas também abre portas para novos mercados, nacionais e internacionais, tão importante para a condução dos negócios.

Pesquisa realizada pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada mostra o aumento de capital injetado pelas empresas no Terceiro Setor - em 2004 foi realizado pelas empresas brasileiras um investimento de R$ 4.7 bilhões em causas sociais, para 2010 o investimento previsto é de R$ 8,5 bilhões, quase o dobro. Outra pesquisa que demonstra essa realidade foi feita este ano pelo Cone Monprofit Marketing Trend Trader. A pesquisa aponta que 60% dos americanos estão propensos a comprar um produto quando este está relacionado a uma causa. Outros 75% querem que os resultados de campanhas envolvendo marcas e causas sociais sejam divulgados amplamente, incluindo o impacto que as receitas obtidas tiveram na causa. E 75% acreditam que uma parceria entre causa e marca faz com que a causa seja fortalecida e ganhe credibilidade.

Seguindo esta tendência, no Brasil empresas como MC Donalds, Rede Globo, Lojas Renner, Natura e a Unilever já são exemplos de conexões de sucesso entre marcas e causas sociais. Elas utilizam Campanhas de Marketing de Causa Relacionada¹, para atribuir um diferencial competitivo para os seus negócios e, ao mesmo tempo, dar visibilidade para a causa ou organização social apoiada.

Apesar dessas parcerias serem recentes – pouco mais de 15 anos – já podemos perceber que empresas que mesclam marketing e adesão a uma causa possuem um diferencial importante no processo de escolha dos consumidores, afetando diretamente a sua reputação e influenciando nos negócios. O Grupo Santander, por exemplo, quando implantou os conceitos de sustentabilidade em todas as suas decisões, excluiu de sua carteira de clientes diversas empresas que causavam impactos negativos ao meio ambiente e a sociedade. Esta decisão, no início, acarretou na perda de clientes rentáveis, mas num segundo momento atraiu muitos outros que acreditavam na causa.

Mas para construir conexões sociais de sucesso é necessário, primeiramente, conhecer a sua marca e seus públicos, para assim estabelecer uma relação direta entre a causa e os valores da empresa, seus objetivos estratégicos, sua visão de mercado, entre outros fatores que afetam o negócio no curto, médio e longo prazo. Cada empresa possui o seu DNA e a parceria social deve estar integrada a ele, fazendo parte dos elementos que o compõe, se originando a partir da sua base.

A partir daí, mantendo e priorizando a ética, o respeito mútuo e a clareza de objetivos, tendo como foco a sua equipe – pois não é possível repassar credibilidade para o público externo se o público interno não confiar – comunicando e prestando contas sempre, é possível mobilizar a sociedade em torno da causa, influenciando atitudes e agregando valor à marca. Mas, acima de tudo, é preciso ter em mente que conexões entre marcas e causas ou entre empresas e organizações sociais devem ser, acima de tudo, verdadeiras, pois pessoas só se conectam àquilo que elas acreditam.

[1] “Atividade comercial na qual marcas e OSCs e/ou causas formam uma parceira para comercializar uma imagem, um produto ou serviço com benefício mútuo”. IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ações colaborativas ajudam empresas a enxergarem o seu real papel no desenvolvimento sustentável

Toda empresa impacta positiva e negativamente na sociedade, e entender o seu real impacto é essencial para a definição de uma agenda estratégica de sustentabilidade focada no negócio e voltada para o engajamento das partes interessadas. Uma boa forma de obter essas informações é através da elaboração de uma matriz de materialidade. Conhecer os seus stakeholders também faz toda a diferença. 

Veja abaixo como o Walmart conseguiu traçar planos com foco em sustentabilidade a partir do conhecimento dos seus impactos e da relação com um stakeholder estratégico.

Integração promove parceria entre Walmart e fornecedores

A área de sustentabilidade do Walmart trabalha com outra vertente, diferente da filosofia orgânica. Presente em 28 países e empregando 2,1 milhões de funcionários, a cadeia de supermercados tem desenvolvido a ideia de ciclo dentro da cadeia de valor. "Quando vemos o varejo só como uma loja, os impactos ambientais estão muito relacionados com água, energia, emissão de gases de efeito estufa. Mas a maior parte dos impactos está na cadeia produtiva", diz Felipe Zacari Antunes, gerente de sustentabilidade. "Começamos a entender melhor a importância de poder engajar e mobilizar as relações com a cadeia produtiva, não transferir para ela a responsabilidade, e sim, integrá-la."

Desde 2005, a empresa incorporou na sua estratégia global a questão da sustentabilidade e responsabilidade social. A área de Sustentabilidade lida com assuntos relacionados ao meio ambiente, enquanto o Instituto Walmart trata das questões sociais. "A incorporação disso dentro da estratégia garante que a alta liderança mundial esteja envolvida e cobre resultados relacionados a isso."

Dentro dessa ideia, surge o programa Impacto Zero, cujo objetivo é maximizar o aproveitamento, através de reciclagem, compostagem, etc. "A meta para 2025 é de não enviar nada para aterros."

Além disso, a área comercial e o desenvolvimento de marca própria tem sido importantes. "O objetivo é trabalhar produtos que o cliente final já reconhece na gôndola como produtos de qualidade, de liderança no mercado", diz Antunes, e cita o caso da Unilever, com quem foi desenvolvido o amaciante Comfort concentrado. "Quanto mais conseguirmos engajar os fornecedores a desenvolverem produtos sustentáveis, maior será o número de iniciativas externas ao nosso investimento, fazendo com que seja mais fácil que produtos desse tipo cheguem às nossas gôndolas. A ideia é os produtos tenham menor impacto em sua totalidade, e não tenhamos que escolher entre produto A ou B."

sábado, 22 de setembro de 2012

Porto Alegre agora possui sistema de aluguel de bicicleta



No Dia Mundial sem Carro, Porto Alegre inaugurou o seu sistema de aluguel de bicicletas. Já são cinco as estações em funcionamento: Mercado Público, Praça da Alfândega, Casa de Cultura Mário Quintana, Usina do Gasômetro e Câmara dos Vereadores. Ainda restam mais 30 estações para serem instaladas.

Para utilizar as bicicletas, os usuários deverão desembolsar uma quantia simbólica, R$ 10,00 por 1 mês ou R$ 5,00 a hora. Veja abaixo como é simples alugar uma bicicleta:

1. Passe Mensal - R$ 10,00 (Válido por 30 dias)
Acesse o site www.movesamba.com/bikepoa e clique na opção "cadastre-se".
Clique no Menu "Passe" > "Comprar Passe Bike PoA", leia as instruções de uso, confirme seu Passe Mensal e informe os dados do seu cartão de crédito.
Veja no mapa do site a localização das Estações e dirija-se a qualquer uma delas para retirar a Bike desejada, usando o telefone celular informado no cadastro.

2. Passe Diário - Uso eventual / sem cadastro - R$ 5,00 (Válido por 24 horas)
Veja no mapa do site a localização das Estações e dirija-se a qualquer uma delas para a Bike desejada;
Ligue do seu telefone celular para o número: (51) 4063 7711;
Ouça as informações sobre regras e tarifas;
Digite os dados do seu cartão de crédito;
O telefone usado para compra do Passe Diário deverá ser o mesmo utilizado para liberação da Bicicleta.

Agora não tem mais desculpa... É só pegar a sua magrela e sair pedalando.

Saiba mais no site da Mobilicidade.

As vantagens da bicicleta sobre as outras alternativas de transporte:
  • Preço acessível;
  • Baixo custo de manutenção;
  • Baixo impacto sobre o meio ambiente;
  • Melhoria da saúde dos usuários - bem estar físico e mental,
  • É ao mesmo tempo, um meio de transporte e de lazer;
  • Não requer combustível;
  • Em congestionamento ou de interrupção de tráfego, o ciclista encontra meios de prosseguir sua viagem;
  • Menor necessidade de espaço público;
  • O custo da infra-estrutura para bicicletas é muito inferior: menor espaço viário e estacionamento, capacidade de suporte da pavimentação, sem falar em sinalização e controle.