Um dos primeiros passos para o monitoramento de crises é a gestão dos riscos. As empresas mais estruturadas, já possuem gestão dos riscos financeiros, de mercado, operacional, entre outros, mas ainda não conseguem fazer um gerenciamento adequado dos riscos socioambientais - potenciais danos que uma atividade econômica pode causar à sociedade e ao meio ambiente. Isso ocorre, pois fazer o mapeamento destes riscos envolve, muitas vezes, a cadeia de valor.
Casos como o da Loja Marisa, Zara, Pernambucanas, Gregory, Collins e C&A, acusadas nos últimos anos, pelo Ministério Público, por promoção de trabalho análogo ao escravo, são típicos casos de gestão de risco envolvendo a cadeia de valor.
O Banco Itaú, além de gerir questões administrativas, financeiras e de governança, também avalia as práticas das empresas com as quais se relaciona em quesitos como: direitos humanos, condições dignas de trabalho e impactos ambientais. Esses são alguns exemplos de riscos socioambientais que devem ser mapeados e monitorados.
Empresas com boas práticas de gestão socioambiental representam menos riscos para a sociedade, além de ser um quesito chave para a promoção da sustentabilidade na cadeia de valor. Ao agregar critérios socioambientais em seus processos de avaliação de risco, a empresa está se comprometendo a entregar o melhor para seus clientes e para a sociedade. Esse também é um fator importante para elevar o grau de transparência da empresa. O passivo de não gerenciar esses riscos pode incluir, além do custos para recuperar o que foi degradado, uma séria crise de imagem.
Por isso, é importante perceber que o gerenciamento de risco socioambiental têm ligação com gestão da cadeia de valor e perpassa, muitas vezes, a gestão do relacionamento com essa cadeia. Cabe ao relações públicas estar preparado para auxiliar as empresas na construção de boas práticas na elaboração de um plano de mapeamento, monitoramento e gerenciamento de riscos socioambientais, através de um relacionamento franco e transparente com os envolvidos.
No vídeo abaixo, Gisele Lorenzetti, Presidente da ABRACOM, fala sobre os passos para gerenciar uma crise, os desafios e ferramentas para monitorar ameaças e preservar a imagem da companhia. Vale a pena!
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